Identidade e Leitura

Pessoal, criei duas páginas, uma pro evento do México, outra pra eventos em geral.  Espero que dê certo.

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Na última reunião do grupo (31/03), começamos a discutir o texto “A Linguagem na escola: um olhar sob a perspectiva da economia das trocas lingüísticas”, de Maria Celeste Said S. Marques (2002), e também o texto de Rezende (1999) – “Pierre Bourdieu e o Estruturalismo”. Esse último é bem interessante – achei este parágrafo no finalzinho bem pertinente para discutir a noção de agência (saindo das simplificações sobre o reprodutivismo de Bourdieu):

 

É importante ainda frisar a importância que Bourdieu atribui à noção de estrutura, sobretudo no primeiro e no terceiro sentido que acabamos de referir, na resolução do fundamental problema da Sociologia: o da relação entre indivíduo e sociedade. Para Bourdieu, num dado campo de forças sociais (que é sempre estruturado e estruturante), as possibilidades de luta e êxito de cada agente estão dadas pela posição que ocupa em cada momento no espaço social estruturado, vale dizer, pelo capital total (material, simbólico e social) que detém e pela estrutura desse capital, mas também pelo “campo dos possíveis” que se lhe apresenta, de seu ponto de vista, a partir da posição em que se situa. A avaliação dessas condições, da qual depende a definição de estratégias e táticas de ação de cada ator dentro do campo, é feita pelo próprio agente – implicando sempre a possibilidade de erro de avaliação – e é ela que determina sua decisão de submeter-se ao estado de coisas ou de lutar, de tal modo que há uma intervenção de uma liberdade do agente individual ou de um grupo no processo de conservação ou de transformação do jogo de forças do campo social em que se situa e do próprio campo enquanto estrutura (estruturada). A própria conservação do estado de coisas num dado campo social é produto de uma dinâmica onde os sujeitos intervêm, e não resultado de pura inércia, pois resulta de uma ação (ou reação), pelo menos reiterativa do estado de coisas, efetuada pelos próprios atores que compõem o campo segundo a interpretação que fazem do seu “campo de possíveis” e segundo seus próprios interesses individuais e grupais. Assim, não há contradição entre a noção de estrutura como algo objetivamente existente e a noção da intervenção, até certo ponto, arbitrária do sujeito . A realidade social é estruturada e estruturante, sem que isso retire dos indivíduos ou dos grupos a possibilidade de arbítrio. Todo agente social é um sujeito estruturado externamente, (no sentido de que tem que contar com os limites e as possibilidades que lhe são dados pela posição efetiva que ocupa na estrutura objetiva do campo) e estruturado internamente (pela mediação do habitus), mas que é ele também, ou melhor, sua prática, estruturante do campo social e do habitus (Bourdieu, 1983, 1992; Bourdieu & St. Martin, 1982).

(Rezende, 1999, p.202-203)

 Regina (reeditando post em fim de domingo)

 


  • Nenhum
  • Mariza: Refletindo um pouquinho ... Como vai a construção do conhecimento na escola pública estadual paranaense? Do texto das novas DCE do Paraná,
  • Dirceu José de Paula: Mariza, entendo. Deve estar muito ocupada. Bjs
  • Mariza: Amigos, observem que hoje, 18/05, 20h58, ainda não postei minhas reflexões sobre Taddei e texto da SEED. Vou fazer isto amanhã pela manhã, mas est

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